Era ainda miúdo quando decorava as letras de Eminem e Jay-Z sem ainda perceber o seu significado. Hoje a pouco e pouco vai-se afirmando como um dos nomes a seguir no Rap Português. ProfJam sempre gostou de ‘encaixar rimas’ e começou a gravá-las lá para 2008.
O newcomer acabou por dar nas vistas na Liga Knock Out e provou-se mais uma vez na mixtape The Big Banger Theory, que segundo o próprio, marca o inicio do seu rap. Entre a rua e o quarto, ProfJam reúne colaborações com diversos artistas entre os quais Mike El Nite com o hit "Mambo Nº1", ou Vácuo com "Isto é só o que sinto".
Hoje o Prof estuda a lição em Londres, no curso de Audio Production, onde pretende ganhar conhecimentos de som e desenvolver as suas skills e criatividade. “De cabeça na lua e pés na terra”, como se vê, prefere não classificar o seu rap e limitá-lo: “cuspo imaginação, ideias e ideais, não acredito em rótulos, gosto mais de livros de instruções."
Não tivesse escolhido o pseudónimo Profjam e Mário Cotrim seria o nome do momento no hip-hop nacional: mora no topo das tabelas nacionais de streaming, toca na rádio como nunca imaginou e já esgota salas pelo País, além de figurar nos maiores festivais de verão deste ano. Nem sempre esteve no topo da montanha, no entanto. O rapper lisboeta da Think Music iniciou-se com a mixtape The Big Banger Theory (2014), a que se seguiu Mixtakes (2016), registos em que habitava um lo-fi underground que descreve como "new-school boom bap".
Ao mesmo tempo que "fechava o capítulo" da sua primeira fase, em Londres, preparava, em paralelo, um projeto mais audaz e, desta feita, de inspiração moderna, precedido por cinco singles em que se aventurava pelo mundo do trap e do auto-tune e que culminou no seu álbum n.º 1 de 2019: #FFFFFF.