HISTORIA

A vila de Almeida é uma das 12 Aldeias Históricas de Portugal e tem uma carga histórica muito grande devido ao seu posicionamento estratégico geográfico. Ou seja, foi campo de muitas batalhas e, hoje em dia, são feitas recriações espetaculares à volta dos episódios mais marcantes. Apesar das datas desses eventos serem as mais concorridas, Almeida tem sempre muitos outros pretextos para ser visitada!

O ponto de partida para uma visita deverá ser feito no Posto de Turismo, que fica dentro das Portas de S. Francisco. Quando mais não seja, leva alguma informação, pode marcar uma visita guiada – levar um iPad para se guiar autonomamente – e ver como eram as portas de defesa no interior. Tudo o que é antigo em Almeida advém da arquitetura militar. As portas gigantes – e muitas vezes duplas – que serviam de segurança no caso de ataque, eram também “casa” de soldados, por isso, no interior vai encontrar grandes lareiras para se aquecerem no tempo frio. E, no exterior, olhe com atenção e vai ver uma latrina, feita de pedra, para os soldados de vigia. Tudo pensado!

Almeida é uma fortaleza única em Portugal e no mundo. Não falo somente da sua arquitetura ,que tem uma praça-forte de planta hexagonal, porque existem outras. Não falo dos seis baluartes porque existem outras também, mas sim pela sua história única e memórias de muitas batalhas, sobretudo porque está tão próxima da fronteira, passando muitas vezes por mãos espanholas.

Imagina-se que a sua origem terá começado em 61 a.C. com a ocupação romana e depois pela dos bárbaros. Por causa da sua localização, num planalto – os árabes chamavam-lhe Al-Mêda (a Mesa), Talmeyda ou Almeydan (de onde derivou para Almeida). Passou a posse portuguesa apenas depois do Tratado de Alcanizes, em 1297, e recebeu o foral de D. Dinis. À volta do Castelo, reconstruído no século XIII, cresceu o burgo. Mas, a explosão do Revelim do Paiol, em 1810, um dos acontecimentos mais sangrentos desta terra, fez com que só sobressaem ruínas do castelo.

A Praça Forte de Almeida (séculos XVII e XVIII) é um exemplar da arquitetura militar barroca, com traçado hexagonal, em estrela, e fossos de 12 metros de profundidade a toda a volta. A entrada é feita pelas portas duplas, com seis baluartes e as casamatas – local com galeria subterrâneas que serviam de abrigo mas também foram prisões. Atualmente, pode entrar com carros nas portas. Uma delas foi feita recentemente – a Porta Nova – para poderem entrar veículos maiores, necessários para o dia a dia dos habitantes.